Alckmin defende código de ética e mandatos para ministros do STF: 'Nada deve ser vitalício'
Alckmin defende código de ética e mandatos para ministros do STF O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu neste sábado (19), em Ribeirão Preto (SP),...
Alckmin defende código de ética e mandatos para ministros do STF O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu neste sábado (19), em Ribeirão Preto (SP), que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham mandato com prazo definido e sigam um código de ética. "Nada deve ser vitalício", afirmou Alckmin em resposta ao g1 durante entrevista coletiva. A entrevista foi dada durante agenda na Prefeitura de Ribeirão Preto. Não é a primeira vez que o Alckimin defende a medida. Ele voltou ao tema em meio aos embates entre ministros no plenário do STF envolvendo o caso Master, do extinto banco de Daniel Vorcaro. "Eu sempre defendi mandato. Nada deve ser vitalício, alternância saudável. É mandato como a Europa, 10 anos, 12 anos, que seja, no máximo 15, mas isso é ter mandato. Isso é saudável, você está sempre renovando", disse. Alckmin também defendeu regras de conduta para os ministros. "Precisa ter um código de ética, um código de conduta para que possa estabelecer o que pode, o que não pode." 📲 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Geraldo Alckimin defendeu código de ética e mandato para ministros do STF em Ribeirão Preto Valdinei Malagutti/EPTV 'Investigue-se, independente de quem é' Na entrevista, Alckmin disse que o presidente do STF, Edson Fachin, tomou uma "medida correta" ao falar em derrubar sigilos. O vice não detalhou a qual decisão se referia. "Nada deve ser escondido, a transparência é essencial na vida pública, essencial. E quanto maior a responsabilidade, maior a autoridade, maior deve ser a sua prestação de contas, não o privilégio", afirmou. Segundo Alckmin, Lula tem cobrado apuração. "O que o presidente Lula tem pedido? A verdade, a verdade. Investigue-se, independente de quem é." O vice afirmou que o Judiciário é um poder independente. Ele disse que Lula fez "a primeira reforma do Judiciário", que criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo ele, o governo vai trabalhar por uma nova reforma. LEIA MAIS Defesa de Vorcaro diz que recorrerá ao plenário do STF caso Fachin mantenha prisão do ex-banqueiro Pressão de Trump sobre Brasil é parte de plano para interferir em eleições da América Latina, diz professor Tarcísio diz que não fazia consulta a partidos para nomear cargos e cita 'distância da política' ao comentar relação com Milton Leite Fachin em sessão do STF um dia após julgamento histórico Reprodução/ TV Justiça Defesa já feita em maio Em 5 de maio, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Alckmin já tinha defendido mandatos para ministros do STF. A entrevista ocorreu dias depois de o Senado rejeitar Jorge Messias, indicado por Lula para o Supremo. Segundo o blog da Andréia Sadi, na época aliados do presidente queriam que Lula também passasse a defender a medida. O STF tinha se tornado pauta eleitoral depois que ministros da Corte foram citados nas investigações do caso Master. Hoje, os ministros do STF se aposentam aos 75 anos. A criação de mandatos depende de mudança na Constituição. A proposta não é nova. O hoje ministro do STF Flávio Dino já a defendeu quando era deputado federal e, depois, como ministro da Justiça. Indefinição no STF Nos últimos dias, o caso Master provocou embates entre ministros no plenário do Supremo. Segundo o blog da Andréia Sadi, a indefinição no STF afeta os próximos passos da investigação. Pelas informações obtidas pelo blog, o entorno do ministro André Mendonça conta com a retomada da condução do caso por ele. O grupo do ministro Alexandre de Moraes rejeita essa possibilidade. A definição passa pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal Jornal Nacional/ Reprodução Agenda em Ribeirão Preto Na Prefeitura, Alckmin esteve com o prefeito Ricardo Silva (PSD) e com a vereadora Duda Hidalgo (PT), candidata a deputada estadual. Simone Tebet, Márcio França e José Luiz Datena também participaram. No discurso, Alckmin elogiou o projeto de uma nova avenida que vai ligar as regiões Leste e Oeste da cidade. Segundo ele, a obra tem financiamento de R$ 1,1 bilhão da Caixa Econômica Federal, com aval do governo federal. A primeira parcela, de R$ 250 milhões, foi assinada na sexta-feira (18), de acordo com o vice. A programação divulgada pela campanha de Duda Hidalgo previa, depois do evento, caminhada pelo Centro. O roteiro incluía o Mercadão Municipal e o Calçadão, com ato público na Esquina Democrática. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região