Campinas tem 113 pontos de descarte irregular de lixo, e Prefeitura promete ampliação de ecopontos
Um levantamento da Prefeitura de Campinas (SP) aponta que a cidade possui 113 pontos viciados de descarte irregular de lixo. O número de locais inadequados usa...
Um levantamento da Prefeitura de Campinas (SP) aponta que a cidade possui 113 pontos viciados de descarte irregular de lixo. O número de locais inadequados usados pela população é sete vezes maior do que a quantidade de ecopontos disponíveis no município, que atualmente soma 16 unidades. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Além da diferença na quantidade de locais, o volume de lixo despejado irregularmente nas ruas também supera o que é recolhido de forma correta. De janeiro e maio de 2026, foram recolhidas 20.012 toneladas em locais inadequados, contra 16.169 toneladas nos ecopontos. Em 2025, o total descartado de forma irregular chegou a 54.682 toneladas. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o secretário de serviços públicos disse que o número de ecopontos deve ser ampliado a partir de uma licitação prevista para 2027. "Dezesseis ecopontos não é o ideal, mas é o possível em função de custo. Para a próxima licitação, que vai ocorrer no ano que vem, em 2027, a Prefeitura já prevê mais 15 ecopontos para atender essas regiões onde ele é mais carente. O grande problema é conscientização", declara o secretário Enerto Paulela. Locais irregulares Jardim Bassoli, em Campinas, tem ponto de descarte irregular de lixo; moradores pedem ecoponto Reprodução/EPTV De acordo com a administração municipal, os 113 pontos viciados estão divididos por tamanho e espalhados por diversas regiões da metrópole: Pequeno porte (31 locais): em bairros como Santa Mônica, Jardim Noêmia, Jardim Santa Cruz, Vila Olímpia, Vida Nova e Jardim Ouro Preto. Médio porte (55 locais): no Jardim Paraíso, Vila 31 de Março, Parque Oziel, Jardim das Roseiras e Jardim Guarani. Grande porte (27 locais): na Vila Nogueira, Jardim Campineiro, Jardim do Lago II, Jardim Aliança, Jardim Uruguai, Eldorado dos Carajás, Campinas Grande e Florence. O descarte inadequado atrai insetos e animais peçonhentos, gerando transtornos aos moradores. No Jardim Bassoli, uma área em frente a uma cooperativa e outra entre uma escola de educação infantil e um centro de saúde viraram lixões a céu aberto. "A própria população, o próprio morador, que faz isso aí. Vai gerar o mosquito da dengue, que é muito perigoso. Inclusive, já tive duas vezes. Já apareceu escorpião. É complicado", afirma o gesseiro Manuel Rodrigues. A moradora Sonia Aparecida Mariano também relata os problemas causados pela falta de estrutura no bairro. "Não tem caçamba, não tem nada. Se você subir na Rua Doutor Perini, você vai ver reciclável de fora a fora. De noite sai cada ratazana enorme entrando para dentro de condomínio", conta. Para o educador Antônio Xavier, a criação de um espaço regular ajudaria na conscientização. "Eles colocam aqui porque não tem ecoponto. A construção do ecoponto aqui vai facilitar e vai educar os moradores", diz. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.