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Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte: saiba quais são

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte: saiba quais são Crédito: Divulgação Buscar a pílula do dia seguinte na farmácia acontece em um momento de u...

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte: saiba quais são
Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte: saiba quais são (Foto: Reprodução)

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte: saiba quais são Crédito: Divulgação Buscar a pílula do dia seguinte na farmácia acontece em um momento de urgência: a camisinha rompeu ou houve relação sexual sem método contraceptivo. Nessa hora, é comum surgirem dúvidas sobre como tomar, quanto tempo depois da relação ela funciona e quais reações podem aparecer. Entender os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte ajuda a usar a contracepção de emergência com mais segurança, reconhecer sintomas esperados, como náusea, cólica, dor de cabeça ou alteração na menstruação, e saber quando procurar orientação médica. O que é a pílula do dia seguinte e quando utilizá-la A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência. No Brasil, um dos princípios ativos mais usados é o levonorgestrel, indicado para prevenir gravidez após relação sexual sem proteção ou quando há falha do método contraceptivo habitual. Segundo a Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, os anticoncepcionais de emergência atuam principalmente evitando ou atrasando a ovulação, e são mais efetivos quando usados o quanto antes após a relação. O Ministério da Saúde também informa que o levonorgestrel pode ser utilizado em dose única de 1,5 mg ou em duas doses de 0,75 mg, dentro de até cinco dias após a relação desprotegida, embora a eficácia seja maior quanto mais próximo do episódio ele for administrado. Na prática, o medicamento pode ser considerado em situações como: relação sexual sem contracepção; rompimento, deslocamento ou uso incorreto do método de barreira; esquecimento importante da pílula anticoncepcional regular; expulsão de DIU ou falha de outro método; violência sexual. Eliane também ressalta que a pílula do dia seguinte não é um anticoncepcional de uso contínuo, apenas para emergências. Quais são os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte? Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte costumam ser passageiros. Os mais relatados são náuseas e vômitos, mas também podem ocorrer: dor de cabeça; tontura; dor abdominal; sensibilidade nas mamas; cansaço; cólicas e; alterações no sangramento menstrual. A alteração menstrual é uma das que mais geram ansiedade em quem usa o medicamento. A menstruação pode adiantar, atrasar alguns dias ou vir com fluxo diferente do habitual. Também podem ocorrer pequenos sangramentos fora do período esperado. Isso acontece porque o medicamento contém dose hormonal elevada, usada de forma pontual para reduzir o risco de gravidez. Apesar do nome popular, a pílula não precisa ser tomada necessariamente “no dia seguinte”, mas o ideal é tomar o quanto antes. Quanto mais tempo passa, menor tende a ser a eficácia. Quando procurar o médico após tomar a pílula do dia seguinte? É importante procurar atendimento se a menstruação atrasar mais de uma semana, se houver dor abdominal intensa, sangramento muito volumoso, desmaio, suspeita de gravidez ou sintomas persistentes. Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte geralmente melhoram sozinhos, mas sinais fora do esperado precisam ser avaliados. Pode tomar a pílula do dia seguinte todas as vezes? Não é o ideal tomar a pílula do dia seguinte depois de toda relação sexual. A contracepção de emergência não foi criada para substituir métodos regulares. O próprio Ministério da Saúde afirma que o uso repetitivo diminui a eficácia e não deve ser adotado como rotina. Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte também podem ser mais incômodos quando o uso se torna frequente. Isso não significa que tomar o medicamento uma vez, em uma emergência, vá “desregular o corpo para sempre” ou causar infertilidade. O ponto é outro: quando a necessidade se repete, há sinal de que o método contraceptivo principal não está funcionando bem para aquela pessoa. Como se prevenir para não precisar tomar o medicamento? A melhor forma de reduzir a necessidade de contracepção de emergência é combinar sempre utilizar métodos confiáveis. O Ministério da Saúde destaca a dupla proteção: uso de um contraceptivo para evitar gravidez não planejada e camisinha para reduzir risco de infecções sexualmente transmissíveis. O preservativo continua sendo uma ferramenta central porque ajuda a prevenir gravidez e também ISTs. O Ministério da Saúde informa que o uso da camisinha em relações sexuais orais, anais e vaginais é o método mais eficaz para evitar transmissão de ISTs, HIV e hepatites virais, além de servir para evitar gravidez. Para não depender da pílula, vale considerar: conversar com ginecologista ou profissional de saúde sobre métodos regulares; manter o método escolhido disponível e em uso correto; verificar validade e armazenamento de métodos de barreira; buscar orientação após esquecimentos frequentes da pílula regular; recorrer a serviços de saúde em casos de violência sexual; fazer testagem para ISTs quando houver relação desprotegida. Quando o uso se repete, o mais seguro é procurar atendimento para escolher uma estratégia contraceptiva mais eficaz e adequada à rotina. Como aliviar a cólica: dicas práticas para enfrentar o desconforto da TPM Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

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