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Escolas cívico-militares: volta às aulas tem ensino de comandos com erros de português, em Caçapava, SP

Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Alunos da rede estadual do Vale do Paraíba e região voltaram ...

Escolas cívico-militares: volta às aulas tem ensino de comandos com erros de português, em Caçapava, SP
Escolas cívico-militares: volta às aulas tem ensino de comandos com erros de português, em Caçapava, SP (Foto: Reprodução)

Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Alunos da rede estadual do Vale do Paraíba e região voltaram às aulas nesta segunda-feira (2). Em parte das unidades, o início do ano letivo ocorreu já no modelo cívico-militar, como na Escola Estadual Prof. Luciana Damas Bezerra, em Caçapava. Durante a monitoria realizada por policiais militares aposentados na unidade, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas de forma incorreta no quadro. O g1 apurou que os monitores passaram a ensinar a ordem unida - um conjunto de movimentos padronizados, comuns na Polícia Militar. Mas o que era escrito no quadro, para os estudantes, tinha erros. Primeiro, descansar, com "ç", quando o correto é com "s" na última sílaba. E continência, sem a letra "n" antes da letra "c". 🔍Descansar e continência são as grafias corretas destas palavras, segundo a Academia Brasileira de Letras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Depois de algum tempo, o tenente Jeferson, que escrevia no quadro, foi até a porta e alguém conversou com ele. Ele olhou o quadro, voltou e foi até uma mulher, dentro da sala. Os dois conversaram e ele arrumou a palavra descansar. Em seguida, voltou até a mulher e corrigiu continência. Os erros ocorreram durante o ensino de comandos comuns da hierarquia militar. O flagrante foi feito pela reportagem da TV Vanguarda. A Secretaria da Educação do Estado foi procurada e informou que "todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola e, neste início de implementação, os monitores estão passando orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos". Além disso, a pasta informou ao g1 que "todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar serão submetidos a processos semestrais de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência em cada unidade escolar". O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou, em nota, que "repudia a implantação de escolas cívico-militares em São Paulo" e que considera o modelo "inconstitucional e autoritário". A entidade também critica o uso de verbas da Educação e a contratação de militares aposentados e que a medida foi imposta sem ouvir a comunidade escolar. Ao todo, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região iniciaram 2026 dentro do modelo cívico-militar. As unidades estão distribuídas em 10 cidades, sendo Bragança Paulista a única com duas escolas no programa. Policiais militares aposentados dão aulas aos alunos. Confira a lista na região: Taubaté – EE Newton Câmara Leal Barros Bragança Paulista – EE Prof. Marcos Antônio da Silva Guimarães – EE Prof.ª Mathilde Teixeira de Moraes Pindamonhangaba – EE Prof. Rubens Zamith Caraguatatuba – EE Antônio Alves Bernardino Atibaia – EE Padre Mateus Nunes de Siqueira Caçapava – EE Prof.ª Luciana Damas Bezerra São Sebastião – EE Prof.ª Maísa Theodoro da Silva Cruzeiro – EE Prof. Abrão Benjamim Bom Jesus dos Perdões – EE Prof. Manoel Ferraz Piquete – EE Prof.ª Leonor Guimarães Comando militar é ensinado em escola cívico-militar, em Caçapava. Reprodução/TV Vanguarda Segundo o governo estadual, as escolas da região representam 11% do total da lista final, que contempla 100 unidades em 89 cidades. A previsão é que cerca de 50 mil estudantes façam parte do programa em todo o estado. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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