Greve em Portugal faz Azul cancelar quatro voos e agendar viagens extras partindo de Viracopos
Imagem de arquivo da fachada do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas Reprodução/EPTV Uma greve geral de trabalhadores em Portugal, agendada para ...
Imagem de arquivo da fachada do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas Reprodução/EPTV Uma greve geral de trabalhadores em Portugal, agendada para o próximo dia 3, fez a Azul Linhas Aéreas cancelar quatro voos que partiriam do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), com destino à capital portuguesa, Lisboa. Por sua vez, duas viagens extras foram programadas pela companhia aérea. Foram cancelados os voos AD8750 (Viracopos-Lisboa) e AD8751 (Lisboa-Viracopos), de 2 de junho, além dos voos AD8900 (Viracopos-Lisboa) e AD8901 (Lisboa-Viracopos), de 3 de junho. Já os voos extras agendados pela Azul são o AD9700 (Viracopos-Lisboa), em 3 de junho, e o AD9701 (Lisboa-Viracopos), em 4 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Em nota, a companhia aérea destacou que os ajustes nas escalas decorreram de um "fato alheio" à sua vontade. "A Azul reforça que os clientes afetados estão sendo comunicados e recebendo toda a assistência necessária, conforme prevê a Resolução 400 da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]", completou. Insatisfação Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, Maria do Rosário Ramalho, apresenta proposta de reforma laboral João Bica/SGGov A greve é liderada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e tem como objetivo derrubar um pacote do governo que prevê alterações em legislações trabalhistas. Segundo o grupo, o movimento irá envolver tanto funcionários de empresas quanto servidores públicos. O texto da chamada "reforma laboral", enviado ao Parlamento português em 19 de maio deste ano após ter sido aprovado pelo Conselho de Ministros, tem entre os seus principais pontos: Trabalhadores despedidos ilicitamente poderão não ser reintegrados na empresa, recebendo uma indenização maior; Aumento nas justificativas possíveis para contratações temporárias; Alterações nos contratos de trabalho temporário e redução no tempo de contrato do trabalho intermitente; Mudanças nos critérios para reconhecer contratos de trabalho com plataformas digitais; Introdução do banco de horas individual. De acordo com o anúncio de greve do CGTP, as medidas poderão trazer precarização de vínculos trabalhistas, aumentando a "instabilidade na vida de trabalhadores" e incentivando a substituição de funcionários contratados por temporários. Por sua vez, o Conselho de Ministros defende que a proposta "pretende tornar as empresas mais competitivas, promover melhores salários e responder aos desafios do mercado de trabalho e da economia digital". Agora no g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas