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Jornalista Márcio Chaer passa mal e morre aos 71 anos após correr atrás de bandidos no Centro de SP

Jornalista Márcio Chaer, morto em São Paulo aos 71 anos Antônio Augusto/STF O jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do site Consultor Jurídico (ConJu...

Jornalista Márcio Chaer passa mal e morre aos 71 anos após correr atrás de bandidos no Centro de SP
Jornalista Márcio Chaer passa mal e morre aos 71 anos após correr atrás de bandidos no Centro de SP (Foto: Reprodução)

Jornalista Márcio Chaer, morto em São Paulo aos 71 anos Antônio Augusto/STF O jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do site Consultor Jurídico (ConJur), morreu neste sábado (3), aos 71 anos, na região da estação Armênia, no Centro de São Paulo. Ele passou mal e caiu após correr atrás de um ladrão que furtou seu celular quando ele estava dentro de um carro na Avenida Cruzeiro do Sul. Pelas imagens de câmeras de segurança, Chaer estava em um carro com outras duas pessoas quando um homem roubou seu celular e fugiu. O jornalista, que estava no banco do passageiro, saiu em perseguição ao suspeito (veja vídeo abaixo). Durante a corrida, Chaer passou mal e caiu na Avenida Pedro Vicente. A suspeita inicial é a de que ele tenha sofrido um infarto fulminante. A dinâmica do ocorrido e as circunstâncias da morte ainda serão apuradas pela polícia. Segundo a funcionária que estava com Chaer no carro, ele estava com o vidro aberto para dar dinheiro a pessoas em situação de rua quando teve o celular roubado. O assalto aconteceu na mesma região das avenidas Cruzeiro do Sul e Pedro Vicente, onde nesta semana, uma criança foi atropelada por um policial embriagado e um boliviano morreu durante um tiroteio. Jornalista morre após correr atrás de bandidos no Centro de SP Pioneiro no jornalismo jurídico Fundador da ConJur, Márcio Chaer é apontado por profissionais do meio jurídico como um dos responsáveis por consolidar o jornalismo especializado em Justiça no Brasil. Quando lançou o portal, em 1997, a internet ainda dava os primeiros passos no país e a cobertura do Poder Judiciário costumava se restringir a decisões de grande repercussão. A proposta de acompanhar diariamente tribunais, legislação e debates jurídicos ajudou a transformar a publicação em referência nacional. Em 2007, Chaer ampliou o projeto editorial com a criação do Anuário da Justiça, publicação dedicada a mapear perfis de tribunais, magistrados e tendências da jurisprudência brasileira. O material tornou-se uma ferramenta de consulta para operadores do Direito e um registro histórico da evolução do Judiciário nas últimas décadas. Em homenagem publicada pela ConJur, o jurista José Rogério Cruz e Tucci afirmou que Chaer ajudou a formar gerações de jornalistas especializados, criou um espaço permanente para o debate jurídico e contribuiu para aproximar a sociedade do funcionamento dos tribunais. Segundo ele, o legado deixado pelo jornalista está associado a um modelo de cobertura técnica, plural e independente da Justiça brasileira. Autoridades lamentam morte Diversas autoridades e integrantes do sistema de Justiça se manifestaram sobre a morte de Márcio Chaer. O presidente Lula lamentou a morte e afirmou que Chaer era defensor inegociável do Estado Democrático de Direito. "Recebo com imensa tristeza o trágico falecimento do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista Conjur. Chaer foi pioneiro ao, em 1997, inaugurar um site dedicado ao jornalismo jurídico, tornando-se referência para aqueles assuntos que, até então, estavam distantes da sociedade. Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas. Aos familiares, amigos e colegas do Conjur, expresso meus sentimentos neste momento de dor." O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, destacou que Chaer deixou um legado duradouro para o jornalismo voltado à cobertura do Judiciário. O ministro ressaltou o papel pioneiro da ConJur na aproximação entre o Direito e a sociedade, a defesa do pluralismo de ideias promovida pela publicação e a criação do Anuário da Justiça, que classificou como um marco para a compreensão e o acompanhamento do Judiciário brasileiro. Em nota, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou ter recebido "com profunda tristeza" a notícia da morte do jornalista e classificou o fundador da ConJur como "um dos pioneiros do jornalismo especializado em assuntos jurídicos no país". Segundo o magistrado, Chaer ajudou a democratizar o acesso às informações sobre o Judiciário, criou uma publicação que se tornou referência para os profissionais do Direito e teve atuação marcada pela independência, pela defesa das instituições democráticas e pelo compromisso com a informação de qualidade. O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que, em um momento marcado pela desinformação e pelos discursos de ódio, Chaer representava "o melhor do jornalismo". Para ele, o jornalista se tornou a principal referência da cobertura especializada do Poder Judiciário no país, destacando sua independência, competência e defesa do Estado Democrático de Direito. Também integrante do Supremo, o ministro Dias Toffoli definiu Chaer como um defensor da democracia, das instituições jurídicas e da liberdade de comunicação. Segundo ele, a fundação da ConJur inaugurou um novo campo na imprensa brasileira ao consolidar o jornalismo especializado no sistema de Justiça, transformando a publicação em referência nacional. O ministro do STF Cristiano Zanin afirmou que "não há como falar da história do Judiciário brasileiro" sem mencionar Márcio Chaer. Em nota, destacou que o jornalista foi um dos pioneiros da cobertura especializada da Justiça, transformou a ConJur em referência para quem acompanha tribunais e advocacia e manteve ao longo da carreira a defesa do Estado Democrático de Direito. O advogado-geral da União, Jorge Messias, destacou a contribuição de Chaer para o debate jurídico nacional. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o fundador da ConJur foi um "jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional" e deixou uma contribuição "inestimável" para a área, além de prestar solidariedade à família e aos amigos. Em nome do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente da corte e do Conselho da Justiça Federal, Luis Felipe Salomão, afirmou que Chaer foi um dos principais jornalistas brasileiros e que sua atuação à frente da ConJur "revolucionou a cobertura do Poder Judiciário". Segundo o ministro, o exemplo de seriedade e comprometimento deixado pelo jornalista permanecerá na história do país. A OAB-SP ressaltou que o jornalista teve papel fundamental na qualificação da cobertura sobre o sistema de Justiça e na ampliação do debate público sobre o Direito, as instituições e as garantias fundamentais, mantendo diálogo permanente com a advocacia e os demais atores do setor. A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo também divulgou nota de pesar, destacando a contribuição de Chaer para o jornalismo brasileiro e para a ampliação do acesso da população a informações sobre o Direito e o Poder Judiciário. A pasta manifestou solidariedade aos familiares, amigos e profissionais da ConJur. O que diz a PM "A Polícia Militar atende a uma ocorrência na Avenida Pedro Vicente. Segundo informações preliminares, a vítima, após ser furtada, correu atrás dos criminosos e teria sofrido um mal súbito, falecendo no local. Equipes da Polícia Militar buscam imagens que auxiliem na identificação e prisão dos envolvidos. A ocorrência segue em atendimento e será registrada pela PM no 8º Distrito Policial." Jornalista corre atrás de bandidos após assalto Reprodução

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