Justiça condena membros do PCC envolvidos no plano para matar promotor e diretor de presídios em SP
Vídeo mostra como integrantes do PCC traçaram trajeto percorrido por Medina A Justiça de Presidente Prudente (SP) condenou dois membros do Primeiro Comando d...
Vídeo mostra como integrantes do PCC traçaram trajeto percorrido por Medina A Justiça de Presidente Prudente (SP) condenou dois membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na segunda-feira (18) envolvidos no plano para matar o promotor Lincoln Gakyia e o diretor de presídios Roberto Medina. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) ao g1, nesta quinta-feira (18). Os réus presos, Victor Hugo da Silva e Gabriel Custódio dos Santos, foram julgados no Foro de Presidente Prudente pela juíza Sizara Corral de Arêa Leão. Conforme o histórico do processo, Victor Hugo da Silva, conhecido como Falcão, foi condenado a cinco anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de 500 dias-multa. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ele era o responsável por resolver conflitos, impor regras e fiscalizar o cumprimento das ordens do PCC na região do oeste paulista, com as seguintes funções: resolver conflitos internos e atacar inimigos; planejar e definir dia, hora, local e a melhor rota de fuga para as execuções do PCC; e repassar informações sobre alvos a outros integrantes do grupo. Já o outro réu, que também está preso, é Gabriel Custódio dos Santos. Ele recebeu pena de sete anos de prisão em regime inicialmente fechado e a pagar 699 dias-multa, no valor unitário mínimo, atualizado. O g1 tentou contato com a defesa de Victor Hugo da Silva e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem. Victor Hugo da Silva, conhecido como Falcão Reprodução/TV Globo Início das investigações A investigação começou depois que Falcão foi preso por tráfico de drogas em julho de 2025. No celular dele, havia centenas de fotos, vídeos e mapas. Em áudios, os criminosos falam sobre a preocupação de serem filmados nas imediações da casa de Roberto Medina. As informações tinham como objetivo planejar e definir dia, hora, local e a melhor rota de fuga para o PCC assassinar o coordenador de presídios Roberto Medina, chefe da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste). Ele e a esposa eram alvos de um plano de execução descoberto pela polícia. Além disso, a investigação apontou ainda que o plano incluía o promotor Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que há mais de duas décadas atua em processos contra o PCC. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina, da Secretaria de Administração Penitenciária. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo Operação Para desmantelar o plano, o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo realizaram uma operação para cumprir 25 mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, em 24 de outubro de 2025. Os mandados foram distribuídos nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1). A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos suspeitos para que os investigadores possam apurar o envolvimento de mais pessoas no esquema. A polícia afirma que a ordem para atacar Gakiya e Medina partiu do PCC. Acusado de monitorar autoridades agia como um síndico, solucionando ‘problemas’ com usuários As autoridades afirmam que a operação conseguiu impedir a execução das ordens e evitou novos ataques. O material apreendido é usado para identificar mandantes e rastrear a estrutura paralela de comando da facção fora dos presídios, que segue operando com disciplina militar e forte poder de intimidação. Criminosos alugaram casa próxima à casa de Gakiya Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM