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Mais do que cerveja: bancário transforma lembranças da família em marca artesanal no interior de SP

Bancário transforma lembranças da família em marca artesanal de cerveja no interior de SP Se tem uma bebida capaz de reunir pessoas e criar memórias, é a c...

Mais do que cerveja: bancário transforma lembranças da família em marca artesanal no interior de SP
Mais do que cerveja: bancário transforma lembranças da família em marca artesanal no interior de SP (Foto: Reprodução)

Bancário transforma lembranças da família em marca artesanal de cerveja no interior de SP Se tem uma bebida capaz de reunir pessoas e criar memórias, é a cerveja. Em Regente Feijó (SP), o bancário Cláudio Izumi Hirokado Junior decidiu fazer o caminho inverso: transformou as próprias lembranças em uma marca artesanal. Os rótulos homenageiam o pai e a mãe, o nome da cervejaria, Kurau, nasceu de um apelido de infância e até as cores carregam referências à história da família. Formado em Engenharia Ambiental, Cláudio descobriu a paixão pela cerveja artesanal enquanto morava em Jaraguá do Sul (SC), onde trabalhou nas obras de duplicação da BR-280. Foi nos bares da cidade, conhecidos pela produção própria de cervejas artesanais, que passou a conhecer novos estilos da bebida. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Cerveja carrega histórias e tradição familiar de bancário de Regente Feijó (SP) Reprodução/Redes Sociais "Comecei a aprender mais sobre os estilos de cerveja e surgiu a vontade de me aventurar nesse mundo da cerveja artesanal", relembra ao g1. Ao voltar para o Oeste Paulista, Cláudio ganhou do pai um kit para fabricação caseira de cerveja. A produção começou como um hobby durante o desemprego, mas ganhou outro significado após a morte dele, em 2018. Hoje, o rótulo vermelho faz referência ao pai, ao São Paulo Futebol Clube e à paixão que os dois compartilhavam pela bebida. Já o amarelo homenageia a mãe, descrita por ele como sua "maior riqueza". "Como não pude homenagear meu pai em vida, decidi fazer a homenagem para a minha mãe em vida. A garrafa é amarelo ouro porque ela é a minha maior riqueza", conta. LEIA TAMBÉM Tradição que atravessa gerações leva grupo de taiko do interior de SP ao Japão após título nacional Aos 10 anos, menino com autismo e superdotação lança livro para incentivar a leitura Conheça Adamantisaurus, dinossauro que recebeu nome inspirado em formação geológica do interior de SP Cláudio e os pais, que foram homenageados nós rótulos da marca artesanal de cerveja Arquivo pessoal/Cláudio Junior O nome Kurau também nasceu dentro de casa. Descendente de japoneses, Cláudio era chamado de "Kuraudio" pelos parentes, já que a língua japonesa não possui o som da letra L. Quando ele era criança, os amigos ouviam a pronúncia e o apelidaram de Kurau. O apelido "pegou" e acabou batizando a cervejaria. O hobby começou a ganhar novos rumos quando Cláudio passou a presentear clientes com garrafas de cerveja artesanal. Na época, ele preparava sushis para vender enquanto buscava uma recolocação profissional. Quem comprava as barcas maiores recebia uma garrafa como brinde. "Chegou uma época em que o pessoal que comprava as barquinhas começou a pedir a cerveja também. Principalmente no fim do ano, queriam comprar para presentear outras pessoas. Foi aí que a demanda começou a aumentar", lembra ao g1. Mãe de Cláudio é homenageada em garrafa com rótulo amarelo Arquivo pessoal/Cláudio Junior O aumento da procura fez com que ele buscasse orientação no Sebrae para regularizar a atividade. Sem recursos para montar uma fábrica própria, optou pelo modelo conhecido como cervejaria cigana, em que a produção é realizada utilizando a estrutura de outra empresa. "Montar uma fábrica exigiria um investimento muito alto. A alternativa foi produzir usando a estrutura de outra cervejaria", explica. Atualmente, a Kurau tem CNPJ em Regente Feijó e a produção é em parceria com uma cervejaria de Campinas (SP). Foi nesse modelo que as receitas ganharam forma. Com auxílio de um dos sócios da fábrica, Cláudio ajustou detalhes como sabor, amargor, espuma e coloração até chegar ao resultado que buscava. "Ele foi me orientando até eu chegar ao ponto que queria, no sabor, no amargor, na espuma e na coloração", afirma. Cláudio Izumi Hirokado Junior transformou as próprias lembranças em uma marca artesanal Arquivo pessoal/Cláudio Junior Hoje, a marca produz dois estilos: uma Irish Red Ale, identificada pela garrafa com rótulo vermelho, e uma Belgian Blonde Ale, de rótulo amarelo. A escolha dos estilos também foi pensada para fugir do convencional. Segundo Cláudio, quando começou a produzir, em 2018, a maior parte das cervejas consumidas na região era do tipo Pilsen ou Lager. Ao mesmo tempo, as IPAs ganhavam espaço entre as cervejas artesanais. "Eu não queria fazer o que todo mundo já fazia e nem trazer mais do que todo mundo estava trazendo. Queria apresentar outros estilos de cerveja para as pessoas", diz. A Red Ale chamou a atenção pela coloração avermelhada, enquanto a Belgian Blonde se tornou, ao longo dos anos, o carro-chefe da marca. Cervejas costumam ser dadas como presente e já marcaram presença até no Japão Arquivo pessoal/Cláudio Junior Além das receitas, a identidade visual também reforça a história da cervejaria. Os rótulos foram desenvolvidos pela designer Rafaela Oshiro, de Regente Feijó, e trazem referências à ascendência japonesa da família. Entre os elementos estão um templo japonês e uma carpa, símbolo de perseverança na cultura oriental. "A carpa representa perseverança. É aquela ideia de persistir em busca daquilo em que a gente acredita", explica. Os principais insumos utilizados na produção, como cevada, lúpulo e levedura, são importados. Já as garrafas, tampas, rótulos e embalagens são adquiridos de fornecedores brasileiros. Apesar da produção profissional, Cláudio afirma que a cervejaria continua sendo uma atividade movida principalmente pela paixão. Hoje, ele concilia o negócio com o trabalho como bancário e diz que não pretende abrir mão da proposta que deu origem à marca. "Eu faço porque gosto. Claro que a empresa precisa dar retorno, mas começou como um hobby e continua sendo um prazer. Quero apresentar para as pessoas os estilos de cerveja de que eu gosto", afirma. A opção pelas garrafas também segue essa filosofia. Embora reconheça que a venda de chope seja mais rentável, ele prefere investir na apresentação do produto. Segundo Cláudio, muitas pessoas compram as cervejas para presentear e algumas chegam a guardar as garrafas por causa da identidade visual. "Tem gente que compra outra garrafa porque não quer abrir a primeira. Gosta de deixar guardada pela história e pelo rótulo", conta. Produção atualmente é feita em Campinas (SP), mas raízes são do Oeste Paulista Arquivo pessoal/Cláudio Junior Entre os planos para o futuro estão o lançamento de um novo rótulo e a ampliação da distribuição para outras cidades da região. O principal desafio, segundo ele, é conciliar a cervejaria com o trabalho no banco e competir com grandes fabricantes, que produzem em larga escala e possuem maior presença no mercado. Mesmo assim, Cláudio acredita que a cerveja vai além da bebida em si. "Não existe uma cerveja perfeita. A cerveja perfeita depende do momento e das pessoas que estão com você. É isso que eu tento passar com a Kurau", conclui. Atualmente, a Kurau é comercializada em estabelecimentos de três cidades do Oeste Paulista. Veja a lista abaixo: Martinópolis: Cachaçaria a Vantajosa Conal Center Presidente Prudente: Padaria Artesanal Pão Nosso Panela velha Empório Bom Queijo Casa Marbô Pronta Entrega Conveniência Regente Feijó: Montanha Rodomaster Posto Pinheiro Posto pioneiro Recanto casa rural Barbearia barba do rei Conal Center Conal da Igreja Conal Portal House Hamburgueria Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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