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Marinha vai analisar velocidade, comunicação e manobras durante colisão entre navio e balsas em Santos, diz capitão

Navio porta-contêineres bate em duas balsas no Porto de Santos e tripulantes saltam no mar A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) abriu um inquérito para...

Marinha vai analisar velocidade, comunicação e manobras durante colisão entre navio e balsas em Santos, diz capitão
Marinha vai analisar velocidade, comunicação e manobras durante colisão entre navio e balsas em Santos, diz capitão (Foto: Reprodução)

Navio porta-contêineres bate em duas balsas no Porto de Santos e tripulantes saltam no mar A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) abriu um inquérito para investigar as causas do acidente entre o navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, questões testemunhais, periciais e documentais estão sendo checadas para entender exatamente o que ocasionou a colisão. O navio atingiu as balsas FB-15 e FB-14 na noite de segunda-feira (16), quando deixava o canal em direção à área de fundeio por falta de espaço para atracação. Quatro tripulantes pularam no mar instantes antes do impacto. Ninguém ficou ferido. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. As imagens do momento foram registradas por Edna Basílio, que voltava para Santos após um passeio no Guarujá (veja acima). No vídeo, é possível ver as balsas sem veículos ou passageiros. Os tripulantes que saltaram na água estavam na FB-15, que rebocava a FB-14 (fora de operação). "Apesar da grande ansiedade de todos saberem o que aconteceu, [...] o devido inquérito que vai prover todas essas respostas [...] Tem muitas questões envolvidas", afirmou o capitão da CPSP. Navio porta-contêineres bate em balsas no Porto de Santos Redes Sociais Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, Mendes citou os pontos que devem ser esclarecidos durante o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que foi aberto na terça-feira (17) para apurar as causas e identificar possíveis responsáveis. Veja alguns deles abaixo: ➡️O navio e as balsas estavam aptos para estarem em navegação? ➡️Todos os regulamentos nacionais e internacionais foram cumpridos pelas embarcações? ➡️Algum dos envolvidos cometeu algum tipo de falha? ➡️Quais eram as velocidades das embarcações? ➡️Tiveram comunicações via rádio? Elas foram devidamente documentadas e registradas? ➡️Houve alguma autorização por escrito ou conversa prévia sobre as movimentações do navio? Neste caso, de acordo com o capitão, as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabelecem que a prioridade é sempre dos navios maiores, que têm manobra restrita. No entanto, as questões apontadas acima são necessárias para a conclusão do caso. "Tem muitas coisas para serem apuradas que não podem se resumir a isso [prioridade de navegação]. É nesse ponto que eu realmente bato a minha tecla aqui: nós temos que esperar o resultado do IAFN para poder tomar alguma conclusão", destacou o capitão. Mapa via satélite mostra momento da batida de navio em balsas no Porto de Santos Reprodução/Redes Sociais e Marine Traffic Sem vaga Além das causas e possíveis responsáveis, o capitão disse que há a questão da liberação do navio, sem espaço adequado para atracação. "Tem que ser naturalmente verificado para melhorias de gestão e melhores práticas para que isso não aconteça", afirmou Mendes, destacando que este fato não tem relação direta com o acidente, pois navios entram e saem constantemente do cais santista. Ainda segundo o capitão, essa autorização é feita pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Por outro lado, a APS disse que a verificação da vaga para o navio atracar em um terminal privado é de competência do próprio terminal. A empresa deve informar se tem disponibilidade de equipamentos e se a metragem é suficiente para comportar a embarcação, com uma margem de segurança. Nestes casos de terminais privados, a APS disse que a sua participação é a análise documental, feita pelo sistema Porto Sem Papel (PSP), que avalia as diversas anuências das autoridades intervenientes (APS, Anvisa, Polícia Federal, Capitania dos Portos de SP, entre outras) para que a atracação ocorra. A APS ressaltou que verifica se a metragem disponível no berço é compatível com o comprimento do navio que irá atracar apenas se for cais público. A DP World, responsável pelo terminal, não quis se pronunciar sobre o caso. O caso INFOGRÁFICO: Navio bate em balsas no Porto de Santos Arte/g1 Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a FB-15 rebocava a FB-14 em direção ao Guarujá quando ocorreu o impacto. A bordo da FB-15 estavam o comandante e três marinheiros, todos sem ferimentos. As balsas não transportavam passageiros no momento da colisão. A Capitania dos Portos de São Paulo (CP-SP), subordinada à Marinha do Brasil, abriu um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas da colisão e identificar os responsáveis. Vídeo mostra tripulantes pulando no mar antes de impacto com navio no Porto de Santos Reprodução/Redes Sociais Resgate A Semil, por meio da Coordenadoria de Travessias, informou que os tripulantes pularam no mar e nadaram até a margem em segurança. Nas imagens, é possível vê-los nadando até o cais — estrutura fixa de concreto junto à margem, onde os navios atracam. Durante o resgate, pessoas que estavam em terra ajudaram orientando, jogando boias e coletes, puxando os profissionais da água e até mesmo se lançando ao mar para auxiliá-los. A Praticagem, responsável pelo apoio à navegação, informou ter enviado lanchas ao local. Os tripulantes foram retirados da água sem ferimentos. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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