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MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal

MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal MC Ryan SP deixou a Penitenciária II de Mirandópolis (SP) às 14h10 desta quin...

MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal
MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal (Foto: Reprodução)

MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal MC Ryan SP deixou a Penitenciária II de Mirandópolis (SP) às 14h10 desta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus e determinou a soltura, na investigação da Operação Narco Fluxo. O cantor estava preso desde 15 de abril e havia sido transferido para a unidade prisional no interior paulista, no dia 30 do mesmo mês. A decisão que autorizou a liberdade foi assinada na quarta-feira (13) pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp De calça bege, camisa branca de mangas compridas e tênis branco, o cantor foi recebido por familiares e amigos, que comemoraram a soltura. A primeira a abraçar o MC foi a esposa Giovanna Roque. MC Ryan SP deixa presídio em Mirandópolis (SP) após decisão da Justiça Federal Muryel Boian/TV TEM A influenciadora vestia uma blusa branca com a estampa do rosto do funkeiro e a frase: “MC não é bandido. Liberdade MC Ryan SP”. O cantor deixou a penitenciária escoltado por uma equipe de seguranças e policiais armados, ao lado do advogado. Um fã também aguardava no portão do presídio com um cartaz que dizia: “Tamo junto MC Ryan. Foco, força e fé. Deus é contigo”. Ao tentar se aproximar do portão por onde o funkeiro sairia, foi repelido por um policial com fuzil em punho. Nas redes sociais, MC Ryan compartilhou uma foto em que aparece beijando a esposa, dentro de uma van, logo que saiu da prisão. Veja abaixo. Apesar da soltura, MC Ryan SP deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas comparecimento mensal em juízo, comunicação de eventual mudança de endereço e proibição de deixar o país sem autorização judicial, e entrega do passaporte, caso possua. Fã aguardava saída do cantor MC Ryan SP no portão do presídio em Mirandópolis (SP) com cartaz Muryel Boian/TV TEM MC Ryan comemora soltura da prisão em Mirandópolis, com a esposa Reprodução/Instagram A investigação A Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior. Na decisão, a desembargadora afirmou que a prisão preventiva não poderia ser mantida sem elementos suficientes para o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Conforme o despacho, até o momento nenhum dos investigados foi formalmente denunciado, e a Polícia Federal solicitou mais 90 dias para concluir diligências e perícias. “É incongruente entender que não há provas para a formação da opinio delicti e manter a prisão preventiva”, escreveu a magistrada ao citar entendimento anterior da 5ª Turma do TRF-3. O documento também destaca que a prisão cautelar não pode ser usada como instrumento para facilitar investigações e que não havia demonstração concreta de que o cantor pudesse interferir na produção de provas. Segundo a decisão, os equipamentos eletrônicos e materiais considerados relevantes para a apuração já haviam sido apreendidos pela Polícia Federal. Os desembargadores ainda apontaram excesso de prazo na investigação, entendendo que, apesar da complexidade do caso, os prazos previstos no Código de Processo Penal para conclusão do inquérito e apresentação de denúncia não estavam sendo respeitados. A Justiça também concedeu liberdade a Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo. Os influenciadores Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, também foram beneficiados pela medida. Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas ao setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para misturar receitas lícitas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. No inquérito, MC Ryan SP é apontado como suposto “beneficiário final” da estrutura investigada. Operação Narco Fluxo A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão. Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025. A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos. Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo. A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie. A Operação Narco Fluxo, deflagrada em 15 de abril pela Polícia Federal, cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em diversos estados. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, "laranjas" e transações financeiras irregulares. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar em um mapa do estado de São Paulo. No total, 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão foram cumpridos em oito estados e no Distrito Federal. A investigação segue em andamento, e a PF não descartou novas fases da operação. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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