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MP denuncia quatro policiais militares por esquema de segurança para diretores de empresa de ônibus investigada por elo com o PCC

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MP denuncia quatro policiais militares por esquema de segurança para diretores de empresa de ônibus investigada por elo com o PCC
MP denuncia quatro policiais militares por esquema de segurança para diretores de empresa de ônibus investigada por elo com o PCC (Foto: Reprodução)

Ministério Público de São Paulo / Ministério Público do estado de São Paulo / MPSP Reprodução / MPSP O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia à Justiça contra quatro policiais militares acusados de integrar uma organização criminosa que fazia segurança privada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a denúncia, o esquema utilizava o treinamento e as armas da Polícia Militar, incluindo integrantes da Rota, para fazer a segurança dos executivos da empresa. De acordo com a acusação, o tenente-coronel PM José Henrique Martins Flores gerenciava empresas de segurança em nome de parentes, usados como “laranjas”, e determinava a emissão de notas frias para dar aparência legal aos pagamentos. Corregedoria indicia PMs que faziam segurança para diretores da Transwolff investigados por elo com o PCC O capitão PM Alexandre Paulino Vieira, ainda segundo o MPSP, atuava como coordenador operacional do esquema. Ele seria responsável por recrutar os agentes e negociar diretamente com os diretores da Transwolff. Já os sargentos PM Cezário e Nereu executavam a escolta armada e a vigilância dos executivos. Segundo a denúncia, o sargento Nereu também atuava na logística financeira do esquema. Durante as investigações, a polícia apreendeu uma mala com R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na casa dele. O Ministério Público pediu a manutenção ou a decretação da prisão preventiva de todos os envolvidos. Na denúncia, o MPSP afirma que os policiais militares sabiam das ligações criminosas dos empresários e, mesmo assim, mantiveram os serviços ilícitos em funcionamento até o início de 2026. Defesa A defesa de Nereu Aparecido Alves afirma que ele jamais integrou ou participou de organização criminosa e considera descabidas as acusações. Sobre os R$ 1,18 milhão apreendidos, os advogados dizem que o dinheiro pertencia ao empresário Ricardo Barnabé, para quem Nereu prestava serviços. Segundo a defesa, Barnabé confirmou ser o proprietário dos valores, explicou a origem do dinheiro e apresentou documentos para comprovar sua procedência. Os advogados afirmam ainda que juntaram aos autos documentos que comprovam a relação profissional entre Nereu e o empresário e que a própria denúncia reconhece que a documentação apresentada sobre a origem dos recursos não foi analisada durante o inquérito. A defesa diz confiar que, durante o processo, ficará demonstrada a improcedência das acusações contra Nereu.

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