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‘Odô Iyá’: no dia dedicado à Iemanjá, mãe de santo destaca importância da Orixá das águas

Orixás mais importantes da cultura afro-brasileira, Iemanjá, ou Yemojá, é celebrada nesta segunda-feira (2) Mariana Grigollette/Arquivo pessoal Considerada ...

‘Odô Iyá’: no dia dedicado à Iemanjá, mãe de santo destaca importância da Orixá das águas
‘Odô Iyá’: no dia dedicado à Iemanjá, mãe de santo destaca importância da Orixá das águas (Foto: Reprodução)

Orixás mais importantes da cultura afro-brasileira, Iemanjá, ou Yemojá, é celebrada nesta segunda-feira (2) Mariana Grigollette/Arquivo pessoal Considerada uma das Orixás mais importantes da cultura afro-brasileira, Iemanjá, ou Yemojá, é celebrada nesta segunda-feira (2). Em Presidente Prudente (SP), uma sacerdotisa atua em um terreiro que leva o nome da divindade. Ao g1, a psicóloga e sacerdotisa Mariana Grigollette, responsável pela Casa de Yemojá, explica o significado e a importância da Orixá das águas. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “Yeye Omo Eja (mãe cujos filhos são peixes), esse é o significado do nome da nossa grande Mãe. Para nós, devotos, Yemanja é a grande Orixá, protetora das cabeças, divindade que nos traz equilíbrio, força, proteção e fertilidade", explica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a mãe de santo, Iemanjá é considerada a própria água, representada tanto pelos rios quanto pelos mares. “Não há vida sem água. Não existe culto aos Orixás sem Iemanjá, essa grande Orixá que é uma das Orixás mais populares do Brasil.” ‘Odô Iyá’ Iemanjá também é ligada aos rios. Essa relação, segundo Mariana, é reforçada pela própria saudação feita à divindade Mariana Grigollette/Arquivo pessoal Embora seja amplamente associada aos mares, Iemanjá também é ligada aos rios. Essa relação, segundo Mariana, é reforçada pela própria saudação feita à divindade. “Saudamos Iemanjá dizendo 'Odô Iyá', que significa 'Mãe do Rio'. Logo, entendemos que Iemanjá não é a senhora dos mares como foi difundida aqui no Brasil. Em território Iorubá, origem do culto a essa divindade, Iemanjá é cultuada nos rios”, reforçou. Para a sacerdotisa, não há contradição. “Gosto de dizer que Iemanjá é mãe das águas, não há certo ou errado, onde houver água, há Iemanjá." A Casa de Yemojá fica no bairro Parque Alexandrina e existe desde 2016. O local realiza atividades no último sábado de cada mês, com giras abertas ao público. “Somos uma comunidade de terreiro de Umbanda e também de Candomblé. Aqui as religiões coexistem, mas cada uma ocupa seu espaço, momento e seu rito próprio”, pontuou. As giras são gratuitas e caritativas, com atendimento por meio de senhas. Os portões abrem às 16h30 e fecham às 17h30, quando os trabalhos são iniciados. Culto à Iemanjá Apesar da data simbólica de 2 de fevereiro, a celebração dedicada a Iemanjá na Casa de Yemojá ocorre em outra ocasião Mariana Grigollette/Arquivo pessoal Apesar da data simbólica de 2 de fevereiro, a celebração dedicada a Iemanjá na Casa de Yemojá ocorre em outra ocasião importante para o terreiro: o Ajọdún Yemojá, considerado o aniversário da casa. Na data, a comunidade realiza a celebração no terreiro e, em seguida, leva ao Rio Paraná o “presente de Yemanjá”, um balaio com flores e outros itens dedicados à Orixá. A psicóloga e sacerdotisa relembra a conexão que teve com a cultura afro-brasileira, após passar por outras religiões. “Cresci em berço espírita, mas minha mãe sempre foi do terreiro, das ervas e do benzimento. Isso moldou quem eu sou, como pessoa e como devota.” Ela também chama atenção para a discriminação enfrentada por religiões de matriz africana. Embora a Casa de Yemojá não tenha sido alvo direto de ataques, a sacerdotisa afirma que a intolerância ainda é frequente. "Infelizmente, vivenciamos diariamente nossas comunidades irmãs alvejadas de todas as formas possíveis", lamenta. “Temos como objetivo na Casa de Yemojá falar das divindades, dos Orixás, irmos para as ruas, fazermos ações sociais, ações educativas e apoiar nossos iguais. As pessoas precisam saber do nosso povo e da nossa fé.” Dados apontam que a intolerância religiosa segue como uma violação recorrente no Brasil Mariana Grigollette/Arquivo pessoal Preconceito religioso Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que a intolerância religiosa segue como uma violação recorrente no Brasil. Entre janeiro de 2025 e 2026, o Disque 100 registrou 2.774 denúncias, com impacto desproporcional sobre religiões de matriz africana. Os estados com mais registros são: São Paulo (667), Rio de Janeiro (446), Minas Gerais (323) e Bahia (211), embora haja ocorrências em todo o país. As violações foram motivadas por intolerância religiosa, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção, proteção e promoção da liberdade religiosa, segundo o ministério. No recorte territorial, os estados com maior número de denúncias são: São Paulo (667), Rio de Janeiro (446), Minas Gerais (323) e Bahia (211), embora haja registros em todas as regiões do país, conforme o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Mariana Grigollette, enquanto sacerdotisa, afirma que sempre aceita oportunidade para falar sobre a religião e reforçar a importância do respeito. "Meu lugar de fala é lugar de educação, de romper barreiras e de aproximar as pessoas do sagrado através sobretudo do respeito. Nosso povo existe e eu irei lembrá-los.” Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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