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Operação da Receita Federal contra fraude de R$ 2,5 bilhões cumpre mandados em Arujá

Operação Refugo cumpriu mandados em Arujá e em outras 13 cidades Divulgação/Polícia Federal Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Arujá ...

Operação da Receita Federal contra fraude de R$ 2,5 bilhões cumpre mandados em Arujá
Operação da Receita Federal contra fraude de R$ 2,5 bilhões cumpre mandados em Arujá (Foto: Reprodução)

Operação Refugo cumpriu mandados em Arujá e em outras 13 cidades Divulgação/Polícia Federal Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Arujá nesta quinta-feira (14) durante a operação “Refugo”, deflagrada pela Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA-SP) contra um esquema de fraude fiscal no setor de plásticos. Segundo os órgãos responsáveis, a investigação aponta prejuízo superior a R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos por meio de sonegação de impostos, uso de empresas de fachada, emissão de notas fiscais frias, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Ao todo, estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão em 48 endereços ligados aos investigados, entre residências, empresas e escritórios. As ações acontecem simultaneamente em 14 municípios do estado de São Paulo. Vídeos em alta no g1 De acordo com a investigação, três grandes grupos empresariais do setor de plásticos teriam utilizado ao menos 60 empresas de fachada para gerar créditos tributários falsos por meio da emissão de notas fiscais falsas. Os créditos eram usados para reduzir artificialmente o pagamento de tributos estaduais e federais, como ICMS, IPI, PIS/Cofins e Imposto de Renda. Segundo a investigação, o esquema funcionava em três etapas: Fluxo das mercadorias: os produtos saíam diretamente de importadores, indústrias de resina plástica e intermediários para indústrias de plástico e grandes recicladoras. Fluxo das notas fiscais: empresas de fachada emitiam notas fiscais frias entre si para dar aparência de legalidade às operações. Com isso, os beneficiários conseguiam gerar créditos tributários falsos e reduzir o pagamento de impostos. Fluxo financeiro: os valores pagos pelas empresas beneficiadas eram distribuídos entre operadores do esquema, intermediários, empresas patrimoniais e pessoas físicas ligadas ao grupo investigado. Ainda segundo os órgãos envolvidos, parte do dinheiro obtido com as fraudes teria sido usada para despesas pessoais, incluindo pacotes turísticos, clubes náuticos, lojas de vinhos e compra de bens de luxo. Além de Arujá, os mandados são cumpridos em Barueri, Bertioga, Caieiras, Cotia, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi, Itupeva, Jundiaí, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sertãozinho. Mais de 530 agentes públicos participam da operação, que conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) e das polícias Civil e Militar. Assista a mais notícias do Alto Tietê

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