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Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia

Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) fazem uma paralisação, nesta qui...

Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia
Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia (Foto: Reprodução)

Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) fazem uma paralisação, nesta quinta-feira (27), para reivindicar melhoras para a categoria e equiparação salarial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP), o movimento ocorre após meses de negociações sem acordo. A mobilização das trabalhadoras acontece no Paço Municipal, e algumas unidades amanheceram com aviso nos portões comunicando a paralisação. De acordo com a Prefeitura de Paulínia, há 1.836 alunos matriculados nas creches e 1.200 foram impactados. O sindicato informou que a paralisação segue até às 17h desta quinta-feira e, depois, vão avaliar se as atividades serão retomadas. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Em nota, a administração municipal lamentou os impactos provocados e disse que as servidoras que aderirem ao movimento poderão sofrer desconto no salário. "A paralisação terá impactos na rotina de centenas de famílias e também às servidoras que aderirem ao movimento, uma vez que a ausência ao trabalho poderá resultar no desconto do dia, conforme a legislação vigente", diz trecho da nota - confira na íntegra abaixo. O que diz o sindicato? Educadoras de creches municipais fazem paralisação em Paulínia por equiparação salarial. Arquivo pessoal De acordo com o sindicato, as educadoras que atuam com crianças da primeira infância tiveram uma redução salarial de cerca de 35% desde o ano passado. A entidade afirma que há uma legislação aprovada garantindo às profissionais os mesmos direitos e vencimentos das demais professoras da rede municipal, mas que, passados oito meses de negociações, a prefeitura ainda não cumpriu integralmente a medida. O impasse se intensificou após o envio de três projetos de lei à Câmara Municipal. Para o sindicato, os textos não atendem às reivindicações das profissionais das creches porque não promovem a equiparação salarial, deixam dúvidas sobre a progressão na carreira, excluem professoras afastadas por problemas de saúde e preveem uma jornada que, segundo a entidade, não atende às necessidades das crianças. Em comunicado divulgado à população, o sindicato pediu a retirada dos projetos e afirmou que as educadoras nunca deixaram de exercer suas funções com dedicação. "Não são professoras pela metade. São professoras por inteiro", diz um trecho da manifestação. O que diz a prefeitura? Paralisação de professores fecha creches e escolas infantis da rede municipal em Paulínia "A Prefeitura de Paulínia lamenta a paralisação desta quinta-feira, 27, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores e pelo Movimento Somos Todas Professoras de Paulínia. A paralisação terá impactos na rotina de centenas de famílias e também às servidoras que aderirem ao movimento, uma vez que a ausência ao trabalho poderá resultar no desconto do dia, conforme a legislação vigente. A atual situação da carreira das educadoras é resultado de mudanças na legislação e de decisões judiciais. Em 2025, a Prefeitura precisou cumprir decisão decorrente de uma ADIN relacionada à legislação municipal então vigente. Desde aquele momento, a Administração Municipal buscou alternativas para reduzir os impactos financeiros às profissionais. Posteriormente, entrou em vigor legislação federal que reconheceu as profissionais como professoras e estabeleceu um piso salarial nacional de R$ 5.130. Em Paulínia, entretanto, a remuneração média das profissionais atualmente é de aproximadamente R$ 8.500, sem considerar os benefícios. Portanto, a remuneração praticada no município permanece acima do piso nacional estabelecido pela legislação federal. A partir da nova legislação, a Prefeitura iniciou uma mesa de negociação com representantes do Sindicato e do Movimento Somos Todas Professoras de Paulínia. Ao longo das tratativas, a Administração atendeu às reivindicações que estavam dentro de sua competência e viabilidade administrativa, incluindo importantes avanços na estrutura da carreira. Entre as medidas encaminhadas estão: regulamentação de 1/3 da jornada destinado às atividades pedagógicas sem a presença dos alunos; alteração da nomenclatura do cargo para Professoras de Educação Infantil; inclusão das educadoras na mesma estrutura de carreira e tabela do magistério dos professores PEB; garantia dos direitos previstos na carreira do Magistério, incluindo remoção e recesso escolar. A principal divergência permanece relacionada à questão salarial. As representantes reivindicam a retomada da remuneração praticada antes das mudanças decorrentes da ADIN de 2025, quando a média salarial era de aproximadamente R$ 10.500. A Prefeitura reconhece a importância da valorização dos profissionais da Educação, mas também precisa observar a responsabilidade fiscal e os limites orçamentários do município. Por esse motivo, as discussões sobre a questão financeira foram temporariamente suspensas, sem que o tema tenha sido encerrado. Os três projetos de lei encaminhados à Câmara Municipal são fundamentais para que a Secretaria Municipal de Educação possa organizar adequadamente a estrutura da rede para o ano letivo de 2027, garantindo segurança jurídica e administrativa para profissionais, escolas e famílias. A Prefeitura reforça que o diálogo com o Sindicato e com o Movimento será retomado para a continuidade das discussões sobre a questão financeira, dentro das possibilidades orçamentárias e legais do município, em momento oportuno. A Administração Municipal lamenta os impactos provocados pela paralisação aos alunos e às famílias e reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da Educação e com a oferta de uma educação pública de qualidade, acessível e responsável para todos os paulinenses." VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

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