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Postos de combustíveis de empresário investigado por ligação com PCC são fechados em Ribeirão Preto e Franca

Postos de combustíveis ligados ao PCC são fechados no interior de SP Três postos de combustíveis foram fechados nesta quinta-feira (20) durante uma fiscaliz...

Postos de combustíveis de empresário investigado por ligação com PCC são fechados em Ribeirão Preto e Franca
Postos de combustíveis de empresário investigado por ligação com PCC são fechados em Ribeirão Preto e Franca (Foto: Reprodução)

Postos de combustíveis ligados ao PCC são fechados no interior de SP Três postos de combustíveis foram fechados nesta quinta-feira (20) durante uma fiscalização da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) no interior paulista. Dois ficam nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto (SP), e o terceiro no Jardim Santana, em Franca (SP). Segundo informações das autoridades responsáveis pela operação, os estabelecimentos não tinham autorização para funcionar e utilizavam maquininhas de cobrança registradas em nomes diferentes dos postos. Os fiscais lacraram as bombas e recolheram equipamentos de pagamento e documentos. (entenda abaixo) 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em Ribeirão Preto, foram lacrados o Auto Posto Estrela de Madri, na Avenida da Saudade, e o Auto Posto Marechal Costa e Silva, na Rua Capitão Salomão. Em Franca, a fiscalização ocorreu no Posto Terrana, na Avenida Miguel Alves de Melo França. Bombas de combustível foram lacradas durante fiscalização da Secretaria da Fazenda Reprodução EPTV Os três estabelecimentos pertencem ao empresário Pedro Furtado Gouveia Neto, um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 para investigar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Pedro é sócio da GGX Global, empresa apontada pela Justiça de São Paulo como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, principal suspeito de comandar o esquema de lavagem de dinheiro investigado na operação. A ação desta quinta-feira ocorreu após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acionar a Secretaria da Fazenda. O g1 tenta contato com a defesa de Pedro Furtado Gouveia Neto e com representantes dos postos. Posto em Ribeirão Preto (SP), no bairro Campos Elíseos, foi fechado durante operação da Sefaz-SP nesta quinta-feira (20) Reprodução EPTV Dono dos postos foi alvo da Carbono Oculto Pedro Furtado Gouveia Neto aparece em levantamento feito pelo g1 no ano passado como sócio de 56 postos de combustíveis. Entre eles estavam os dois estabelecimentos fechados nesta quinta em Ribeirão Preto e postos em Franca. A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 e investigou a infiltração do crime organizado na cadeia de combustíveis e no mercado financeiro. Mais de 350 pessoas e empresas foram alvo da ação. Segundo a investigação, empresas, postos de combustíveis, distribuidoras, fintechs e fundos de investimento teriam sido utilizados para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa. A Justiça de São Paulo apontou a GGX Global, da qual Pedro é sócio, como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad. Os investigadores suspeitam que estruturas empresariais e financeiras tenham sido utilizadas para blindar patrimônio e movimentar recursos relacionados ao esquema. Em maio deste ano, uma segunda fase da investigação, chamada Fluxo Oculto, apontou que integrantes do esquema teriam continuado a movimentar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos mesmo depois da primeira operação. Posto em Franca (SP) foi fechado durante operação da Sefaz-SP nesta quinta-feira (20) Lindomar Cailton | Reprodução EPTV LEIA TAMBÉM Esquema bilionário do PCC: escritório de investimento de Ribeirão Preto é suspeito de lavar R$ 47 bilhões Postos de combustíveis em Ribeirão Preto e Franca têm como sócios alvos de megaoperação contra PCC; veja endereços Operação Carbono Oculto: segunda fase mira empresa de Jardinópolis em novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC EXCLUSIVO: Alvos de megaoperação do PCC são sócios em ao menos 251 postos de combustíveis; veja endereços Maquininhas em nomes diferentes Um dos pontos apurados na fiscalização desta quinta-feira é o uso de maquininhas de cartão vinculadas a nomes diferentes dos estabelecimentos. A suspeita é de que esse tipo de mecanismo possa fazer com que parte dos valores pagos pelos clientes não apareça no faturamento declarado pelo posto, reduzindo a tributação sobre aquela receita. O advogado tributarista João Paulo Goulart, de Franca, explicou que o uso de equipamentos registrados em nome de terceiros pode indicar uma tentativa de separar parte do faturamento da empresa. “[...] elas podem sim caracterizar uma possível prática de sonegação fiscal, por conta que você está diminuindo o faturamento declarado daquela empresa.” Segundo Goulart, as maquininhas podem ser usadas justamente pela facilidade de direcionar parte dos recebimentos para fora da contabilidade regular do estabelecimento. “As máquinas de cartão de crédito são utilizadas nesse tipo de procedimento justamente porque elas têm uma facilidade maior de você segregar o faturamento, o que não é do ponto de vista tributário lícito fazer esse tipo de operação.” Postos foram fechados durante operação realizada nesta quinta-feira (20) em Ribeirão Preto (SP) e Franca (SP) Reprodução EPTV O que disseram as empresas anteriormente Quando o g1 revelou, no ano passado, que postos de Ribeirão Preto e Franca tinham como sócios alvos da Carbono Oculto, a Rodoil informou que monitorava os estabelecimentos credenciados desde março de 2025 e já havia identificado inconsistências. Segundo a distribuidora, os contratos foram rompidos e os postos estavam em processo de retirada da marca. A defesa de Pedro Furtado Gouveia Neto não havia se manifestado naquela ocasião. Comunicado informa fechamento de posto após ação da fiscalização estadual Reprodução EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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