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Tarcísio diz que decisão de disputar reeleição em SP 'não tem nada a ver com submissão' a Bolsonaro

Tarcísio de Freitas fala com jornalistas durante entrega de obra na estação de trem Júlio Prestes, no Centro de São Paulo Reprodução/TV Globo O governado...

Tarcísio diz que decisão de disputar reeleição em SP 'não tem nada a ver com submissão' a Bolsonaro
Tarcísio diz que decisão de disputar reeleição em SP 'não tem nada a ver com submissão' a Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Tarcísio de Freitas fala com jornalistas durante entrega de obra na estação de trem Júlio Prestes, no Centro de São Paulo Reprodução/TV Globo O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30) que a sua decisão de disputar a reeleição neste ano "não tem nada a ver com submissão" ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal padrinho político. A decisão, por exemplo, de ficar em São Paulo, não tem nada a ver com submissão. É uma decisão que eu estou dizendo, e não é nenhuma novidade, desde 2023. Tarcísio deu a declaração ao ser questionado por jornalistas sobre uma fala do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que na quinta (29) afirmou que o governador precisa construir sua própria identidade política. "Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão", disse Kassab em entrevista ao UOL News. Tarcísio anunciou que pretende concorrer a um novo mandato à frente do governo paulista na quinta após visitar Jair Bolsonaro (PL), preso na "Papudinha", em Brasília. O encontro aconteceu em meio a discussões sobre candidaturas de direita nas eleições presidenciais de 2026. Tarcísio de Freitas visita ex-presidente Jair Bolsonaro e diz que vai disputar a reeleição em São Paulo Nesta sexta, durante a entrega de uma obra na capital paulista, Tarcísio ressaltou que o apoio a Bolsonaro neste momento "não tem absolutamente nada a ver com submissão". "Eu sempre vou ser grato a quem me estendeu a mão, a quem abriu as portas. É fácil você estar do lado quando a pessoa tá bem. Difícil, e você não vê muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando a pessoa precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder, quando a pessoa está privada da sua liberdade. E é nesse momento que os amigos aparecem, pra dizer 'tô contigo, conta comigo'. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão", afirmou. Ele acrescentou ainda ter a sua prória linha e ser um "cara de time". "Tenho a minha linha própria, independente, mas, obviamente, sempre vou ser grato [a Bolsonaro]. Sou um cara de time, de grupo, e vou continuar sendo", disse . Tom conciliador O governador adotou tom conciliador ao falar sobre Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão estadual e tem feito alianças para que seu partido dispute a Presidência da República como terceira via. "Ele é um dirigente importante e fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita", disse. Em meio a discussões sobre candidaturas da direita na eleição presidencial, Tarcísio reafirmou apoio ao nome de Flávio Bolsonaro (PL) e tentou afastar especulações de que poderia disputar ele próprio o comando do Palácio do Planalto. Mesmo sendo favorito para a disputa presidencial por setores do mercado, o governador disse que sua prioridade é a reeleição, após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na "Papudinha", em Brasília. Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro Reprodução/Twitter Nesta sexta, Tarcísio afirmou que espera impulsionar o grupo político de Bolsonaro na disputa nacional com a campanha pelo governo. "A gente vai aliar a estratégia de São Paulo à estratégia nacional do nosso grupo, que está ficando cada vez mais consolidada. Existem algumas decisões que vão ser tomadas lá na frente, que envolvem alianças, nomes, viabilidade. Vamos construir grupo com eleição forte em São Paulo e que vai ajudar na eleição nacional", disse. Terceira via O PSD de Gilberto Kassab conta com três governadores como potenciais nomes para a disputa pela Presidência da República: Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), que se filiou ao partido nessa semana. Segundo Kassab, o partido trabalha para definir um candidato até o dia 15 de abril e pesquisas de intenção de voto não serão o único critério. "As pesquisas também são importantes, mas elas sempre refletem o dia. Tem um aspecto de avaliação política que é muito sensível e que precisa sempre ser feita, porque ela prevalece em relação às pesquisas", afirmou a jornalistas em evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário GIlberto Kassab, presidente nacional do PSD. Secom/GESP O dirigente defendeu uma chapa "puro sangue" e disse que não tem por que um partido existir para apoiar outro. Mas reforçou que o PSD terá alianças regionais respeitadas, seja com partidos da esquerda ou da direita. "Eu vou apoiar o meu candidato, e o Tarcísio vai apoiar o Flávio. Não é diferente no Rio de Janeiro, o presidente Lula quer apoiar o Eduardo Paes [que é do PSD]. Enquanto nós tivermos no Brasil a coligação majoritária, e ela ainda é permitida, sempre haverá essa situação em um estado ou outro. É natural e desde que eu participo das eleições acontece isso, cruzamento de candidaturas", disse Kassab. Nunca e jamais são palavras que você deve evitar na política, diz Kassab sobre Tarcísio

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