Testemunha diz que bombeiro quebrou vidro com cotovelo, xingou e atirou 5 vezes; estudante não reagiu, segundo depoimento; FOTO mostra canivete
Bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil relatou ter presenciado a discussão de...
Bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil relatou ter presenciado a discussão de trânsito que terminou com a morte do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, em Taubaté. Segundo o depoimento, que o g1 teve acesso, o bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, motorista do Jeep Renegade, teria discutido com o estudante que dirigia um Chevrolet Prisma, quebrado o vidro do carro do jovem e, em seguida, sacado uma arma e feito cinco disparos. O depoimento foi prestado à Polícia Civil de Taubaté na terça-feira (6) e foi anexado ao processo que investiga o caso. A testemunha não será identificada pelo g1. De acordo com o relato, os dois veículos estavam parados em um semáforo na Avenida do Povo. A testemunha afirmou que havia outros carros à frente, entre eles um Prisma, um Chevrolet Corsa e o Jeep. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ainda segundo o depoimento, enquanto os veículos aguardavam a abertura do sinal, o bombeiro, que é o motorista do Jeep, passou a gritar com o estudante que dirigia o Prisma, mandando que ele saísse do carro. A testemunha disse que, diante da situação, fez uma manobra para se afastar dos veículos. Nesse momento, segundo o relato, o motorista do Jeep passou a golpear o vidro lateral do Prisma com o cotovelo até quebrá-lo. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em Taubaté é preso em SP ‘É o começo da Justiça’, diz mãe após prisão de bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em SP Bombeiro acusado de matar estudante após discussão no trânsito é denunciado pelo MP-SP por homicídio qualificado Saiba como é o Romão Gomes, presídio militar para onde bombeiro que matou estudante foi levado em SP Bombeiro que matou estudante de medicina é preso Na sequência, ainda de acordo com a testemunha, o bombeiro levantou a camisa, sacou uma arma de fogo preta e efetuou cinco disparos contra o estudante de Medicina. A testemunha afirmou que, durante todo o período em que observou a situação, não viu qualquer reação da vítima que indicasse agressividade ou ameaça. Após os disparos, a testemunha relatou que a vítima saiu do veículo pelo lado do passageiro, permanecendo abaixada. Segundo o depoimento, o bombeiro acompanhou os movimentos da vítima com a arma em punho e só a abaixou quando percebeu que o estudante havia caído. Depois, o atirador teria retornado ao Jeep. A testemunha também afirmou ter visto o bombeiro abrir a porta do veículo e perceber que havia uma criança chorando no interior. Testemunha diz que bombeiro quebrou vidro com cotovelo, xingou e atirou 5 vezes; estudante não reagiu, segundo depoimento; FOTO mostra canivete Arquivo pessoal Canivete aparece em foto dentro do carro Uma fotografia obtida pelo g1 mostra o canivete encontrado dentro do carro de Bruno. O objeto aparece caído no interior do veículo, ao lado de estilhaços de vidro. Na imagem, o canivete tem cabo azul-royal e parte de corte na cor prata. O objeto foi encontrado pela polícia dentro do carro do estudante e encaminhado para análise. A imagem é a primeira obtida pelo g1 que mostra o canivete citado na investigação. Apesar de o objeto ter sido localizado no veículo, o novo depoimento não relata que a testemunha tenha visto Bruno portando um canivete ou qualquer outra arma durante a discussão. Questionada pela Polícia Civil se a vítima portava algum instrumento ou arma, a testemunha respondeu que não visualizou nenhum objeto desse tipo. Ela também afirmou que não ouviu a vítima falar durante a situação e que se recordava apenas dos gritos do bombeiro para que o estudante saísse do carro. A testemunha recorda que o bombeiro fez diversos xingamentos ao jovem. Bombeiro que matou estudante de Medicina chega a presídio militar em SP William Almeida/TV Vanguarda O caso Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, estudante do quarto semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), foi morto a tiros durante uma discussão de trânsito em Taubaté, em 30 de setembro. O acusado é o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele teria saído do Jeep, ido até o carro de Bruno, quebrado o vidro do veículo e efetuado os disparos. A Polícia Civil indiciou Marcos por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público de São Paulo também apresentou denúncia contra o bombeiro pelas mesmas qualificadoras. A defesa de Marcos afirma que ele agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada pelo acusado, ele teria acreditado que estava sendo ameaçado durante a discussão. Marcos foi preso nesta quarta-feira (7) e levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, ao lado da mãe, Soraia Hashimura. Estudante de medicina foi morto a tiros após uma discussão de trânsito em Taubaté (SP). Foto 1: Reprodução/Unama Santarém. Foto 2: Reprodução/Rede Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina