VÍDEO: paciente toca violão e canta Legião Urbana durante cirurgia no cérebro em Marília
Paciente toca violão e canta Legião Urbana durante cirurgia no cérebro em Marília O supervisor de engenharia Fábio Aparecido Pereira dos Reis, de 51 anos, ...
Paciente toca violão e canta Legião Urbana durante cirurgia no cérebro em Marília O supervisor de engenharia Fábio Aparecido Pereira dos Reis, de 51 anos, tocou violão e cantou "Tempo Perdido", da banda Legião Urbana, enquanto passava por uma cirurgia no cérebro para a retirada de um tumor na Santa Casa de Marília (SP). Morador de Pompeia (SP), ele permaneceu consciente durante parte do procedimento para que a equipe médica pudesse monitorar, em tempo real, funções neurológicas essenciais, como fala, raciocínio e coordenação motora. Para isso, os médicos costumam pedir para que o paciente desempenhe atividades com as quais tem familiaridade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O neurocirurgião Ruy Okaji, responsável pela cirurgia, explicou que a técnica de craniotomia com o paciente acordado é utilizada pela equipe há mais de 20 anos em casos específicos. Ao saber que o supervisor de engenharia tocava e cantava, a equipe incorporou o instrumento ao protocolo de testes. Fábio toca violão e canta Tempo Perdido do Legião Urbana enquanto passa por cirurgia para retirar um tumor cerebral Santa Casa de Marília/Reprodução LEIA TAMBÉM Hospital Amaral Carvalho de Jaú realiza crioablação em paciente com câncer de mama em estudo internacional inédito Professora adapta aulas para crianças internadas em hospital do interior de SP: 'Muito além de ensinar' Conheça a história da brasileira que negou doença renal, decidiu ir ao Canadá e se rendeu ao amor do marido com doação de rim Segundo o médico, Fábio foi anestesiado no início da operação para a abertura craniana. Em seguida, foi despertado e estimulado a fazer testes de linguagem, leitura, cálculos simples, memória e, por fim, canto, considerado uma função cerebral complexa ligada à comunicação verbal. "Enquanto a linguagem era testada, o cérebro foi todo mapeado, sendo possível identificar o tumor e as áreas sadias, além de planejar o procedimento de ressecção. A importância do paciente estar acordado em algumas cirurgias neurológicas é a possibilidade de mapear as áreas eloquentes do cérebro. Assim, é possível retirar a maior quantidade possível do tumor com o menor risco de sequelas", destacou Okaji. Dr. Ruy Okaji durante procedimento para retirada de tumor cerebral no músico Fábio Santa Casa de Marília/Reprodução A apresentação improvisada emocionou o corpo clínico presente na sala, composto por anestesistas, neurofisiologista, fonoaudiólogas, instrumentadores e enfermeiras. A esposa de Fábio, Edineuza Reis, de 55 anos, relembrou a apreensão da família durante as cerca de 12 horas em que o marido esteve no centro cirúrgico. "Para nós, a cirurgia durou uma eternidade, mas, graças a Deus, foi um sucesso. Ele saiu acordado e conversando, surpreendendo a todos", declarou. Fábio Reis com a esposa Edineuza em momentos familiares Arquivo pessoal/Reprodução Sintomas e diagnóstico Segundo a esposa, a música sempre foi um hobby para Fábio, hábito que acabou fazendo a diferença durante a operação. "Ele sempre gostou muito de tocar violão, guitarra e cantar. Já fez shows em barzinhos, festas de aniversário e churrascos de família e amigos", contou. O problema de saúde começou a se manifestar pouco tempo antes do procedimento. De acordo com Edineuza, os primeiros sinais de alerta foram dores de cabeça frequentes, episódios de confusão mental, alterações na fala e falhas de memória. "Ele já tinha passado por cardiologista, gastroenterologista e neurologista e ficou afastado do trabalho por uma semana. Um dia, eu percebi que ele estava mais confuso e o levei para a Santa Casa de Marília. Lá fizeram uma tomografia de crânio e descobriram o tumor. Ele foi direto para a UTI, porque o cérebro precisava desinchar antes da cirurgia", relatou a mulher. Fabio Aparecido Pereira dos Reis fez uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral enquanto tocava violão e cantava Legião Urbana Arquivo pessoal/Reprodução O diagnóstico de glioma, um tipo agressivo de tumor cerebral, foi confirmado em 2 de setembro, e a cirurgia foi realizada no dia 8 do mesmo mês. Após o procedimento cirúrgico, Fábio passou por cinco sessões de quimioterapia e segue em preparação para iniciar a radioterapia. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região