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Ex-presidente de federação e empresário são condenados por desvio superior a R$ 3 milhões de programa do Ministério do Esporte

Os réus atuaram em conjunto e desviaram recursos destinados a programas do Ministério do Esporte. A Justiça Federal condenou o ex-presidente da Federação d...

Ex-presidente de federação e empresário são condenados por desvio superior a R$ 3 milhões de programa do Ministério do Esporte
Ex-presidente de federação e empresário são condenados por desvio superior a R$ 3 milhões de programa do Ministério do Esporte (Foto: Reprodução)

Os réus atuaram em conjunto e desviaram recursos destinados a programas do Ministério do Esporte. A Justiça Federal condenou o ex-presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí (Famepi), Raimundo Mendes da Rocha, e o empresário Paulo André Cardoso, pelo desvio de mais de R$ 3 milhões em recursos do Programa Segundo Tempo, vinculado ao Ministério do Esporte. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os réus atuaram em parceria em um esquema de emissão de notas fiscais falsas que justificavam a entrega de alimentos da empresa de Paulo André. Contudo, os alimentos não eram fornecidos, resultando no desvio dos recursos públicos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A sentença judicial baseou-se nas provas apresentadas pelo MPF e nos depoimentos das testemunhas, que demonstraram que ambos desviaram recursos federais destinados ao programa. Em nota, o Ministério Público Federal informou que, no Piauí, o programa recebeu, entre 2010 e 2011, mais de R$ 4,2 milhões para a implantação de 126 Núcleos de esporte educacional em Teresina e no interior do estado, para atendimento de 12,6 mil crianças e jovens. A Famepi, entidade sem fins lucrativos e coordenada por Raimundo Mendes, foi responsável pela execução do programa no estado. Raimundo e Paulo André foram sentenciados a 4 anos de reclusão, em regime aberto, pelo crime de peculato (desvio de recursos públicos). Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Crianças e jovens recebiam alimentos de baixa qualidade Em análise da prestação de contas da Famepi, realizada pelo Ministério do Esporte, diversas irregularidades foram constatadas. A alimentação fornecida às crianças e jovens era de baixa qualidade e insuficiente. O valor estabelecido no orçamento era de R$ 126 mil, mas os materiais adquiridos totalizaram apenas R$ 81,5 mil, sem qualquer justificativa para a diferença. O Tribunal de Contas da União (TCU) também julgou irregulares nas contas de Raimundo Mendes da Rocha e da Famepi. O ex-presidente da federação foi condenado a ressarcir o valor desviado, calculado em mais de R$ 2,5 milhões. Justiça federal Piauí reprodução *Caroline Rosário, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. 📲 Confira as últimas notícias do g1 Piauí 📲 Acompanhe o g1 Piauí no Facebook, no Instagram e no X VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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